quarta-feira, 15 de outubro de 2014

As estrelas de Dilma e Aécio

Artistas, escritores, intelectuais, apresentadores, cantores e até jogadores de futebol, confira os famosos que integram os times de Dilma Rousseff e Aécio Neves

famosos dilma aécio 2014
Diversos famosos declararam voto nos candidatos à Presidência da República em 2014 (Imagem: Pragmatismo Político)
Diversos famosos declararam apoio às campanhas de Aécio Neves (PSDB) e de Dilma Rousseff (PT) nas eleições de 2014. Antes mesmo do primeiro turno, o ator José de Abreu e os cantores Otto e Beth Carvalho levaram ao público o voto na petista.

DILMA ROUSSEFF

Em setembro, vários artistas e intelectuais assinaram um manifesto em apoio à reeleição de Dilma. Entre eles, Chico Buarque, que é conhecido por suas fortes convicções políticas e que ainda não havia se manifestado sobre as eleições de 2014 até então. Assim como Chico, diversos outros artistas assinaram o texto, como o cantor Chico César e o ator Paulo Betti.
Marieta Severo, Matheus Nachtergaele e Zezé Motta também assinaram o manifesto pela reeleição de Dilma. Apareceram na lista ainda nomes como Alcione, Angela Vieira, Chico Diaz, Leci Brandão, Leonardo Boff, Nelson Sargento e Tuca Moraes. O ator José de Abreu e os cantores Otto e Beth Carvalho também levaram ao público o voto na petista.
“Eu apoio as mulheres, os negros, os pobres. Portanto apoio Dilma, tamo junto!”, declarou o rapper Rappin’ Hood em suas redes sociais, ao divulgar apoio a Dilma. Outro rapper que declarou voto na petista foi Mano Brown, líder do grupo Racionais Mcs.
Outro que está do lado de Dilma é o cartunista Ziraldo, além do ator veterano Antonio Pitanga e a sua filha, Camila Pitanga. Também estão com Dilma os atores Osmar Prado e Henri Castelli, e os escritores Luis Fernando Verissimo e Fernando Morais.

AÉCIO NEVES

Aécio Neves não recebeu manifesto assinado por famosos, mas também tem o apoio de diversos artistas. O apresentador Luciano Huck, o ex-jogador de futebol Ronaldo e o técnico de vôlei Bernardinho se mobilizaram em prol do tucano. O ator pornô Alexandre Frota também já declarou voto em Aécio.
O cantor Zezé di Camargo e a filha Wanessa apoiam o candidato tucano e chegaram a participar de propaganda política de Aécio. Chitãozinho e Xororó também participaram de propaganda política de Aécio. Outra dupla sertaneja, Gian e Giovanni, declarou apoio ao presidenciável tucano.
O casal de atores Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça fazem parte do time do tucano, assim como o ator e político Stepan Nercessian.
O vocalista do grupo Jota Quest, Rogério Flausino, está no time pró-Aécio. Henrique Portugal, do grupo Skank, também apoia a candidatura do tucano. O músico conservador Lobão é outro que declarou nesta semana voto no candidato do PSDB.

Debate da Band foi decisivo para não votar em Aécio Neves

Aécio se exaltou ao ser confrontado com temas como a violência contra a mulher e o nepotismo. O candidato também não explicou por que tanto fala em 'meritocracia, se nunca dependeu dela para galgar posições

aécio neves silas malafaia
O pastor Silas Malafaia comemorou o desempenho de Aécio Neves no debate da Band (Pragmatismo Político)
Lola Aranovich*, em seu blog
Se faltava alguma coisa para não votar em Aécio Neves (PSDB), agora, depois do debate de ontem (14), na Band, não falta mais. Não há nada de meritocracia, termo que ele repetiu inúmeras vezes, num candidato que, desde jovem, só dependeu de QI (quem indica) para galgar posições. Parece piada um filhinho de papai, neto de Tancredo, se colocar como modelo de mérito. Como alguém sugeriu no Twitter: a última vez que Aécio dependeu da meritocracia, ele era um espermatozoide.
Contudo, para mim, o que chocou mais no debate foi o machismo escancarado de Aécio. O sorriso debochado com que tratou Dilma ecoou o dedo em riste a Luciana Genro no primeiro turno. O jeito com que Aécio se dirigiu aos eleitores, como “dona de casa” e “trabalhador”, soou como uma divisão de outro século. Como cereja no bolo, o tuíte de um de seus grandes apoiadores, Pastor Malafaia: “Já está saindo uma ordem de prisão a caminho da Band contra Aécio por espancamento à mulher, pede pra ele não matar Dilma kkkk”. Sim, esse tipo de piada no momento em que Dilma perguntou ao candidato tucano sobre a violência contra as mulheres. Isso num país em que 15 mulheres são mortas por dia, todos os dias, quase sempre pelo parceiro ou ex.
Espero que Aécio tenha aproveitado bem a primeira semana após a arrancada espetacular do primeiro turno. Porque a semana passada foi a melhor semana. Ela não volta mais. Foi um clima de já ganhou (que já vimos com Marina e que não se concretizou), de todos juntos contra o PT, de pesquisa fraudulenta que lhe dava 17 pontos de vantagem, de tudo o que não vai se manter. Porque as pessoas vão ver que o governo realmente não está grande coisa, mas pode piorar muito com a volta do PSDB.
O trabalhador vai, sim, associar o PSDB com privatizações e terceirizações e queda do salário mínimo e aí não vai ter “alternância de poder é tão legal” que dê jeito. Tanto que soou como desespero messiânico Aécio dizer, no debate, que o povo lhe pede para “libertar” o país do PT.
Ontem foi mesmo o dia do desespero. Doeu aos ouvidos ouvir Aécio aplicar um teste do DNA no Bolsa Família para atestar que a paternidade do programa é de FHC e, a maternidade, de Ruth Cardoso. Dói porque vem de um partido que, quando não está em período eleitoral, chama o programa de “Bolsa Esmola”. E depois ainda fica indignado quando o povo suspeita que, com a volta do PSDB ao poder, o Bolsa Família pode ser chutado pra escanteio. O que faz o povo pensar assim? Seria o fato de que grande parte dos eleitores tucanos chama quem recebe o benefício de “vagabundos”?
É importantíssimo para a estratégia tucana desvencilhar Aécio do PSDB. Para isso, vale tudo: desde uma obsessão em não discutir o passado, em particular os anos FHC (“não vamos olhar no retrovisor, vamos olhar pro futuro”, repetiu no debate), ao discurso que sua candidatura está acima de um nome ou de um partido e representa todo um projeto (o projeto de tirar o PT do poder, mas ele não diz com todas as letras).
O anti-petismo é vendido com uma embalagem de “mudança”, de “nova política”. Ontem recebi uma mensagem de uma leitora que dizia:
“Eu eu era uma quase analfabeta política, apesar dos já 28 anos nas costas. Me interessava pouco, me declarava apolítica no maior orgulho. Eu tinha ódio do PT sem saber. Aquele ódio inexplicável típico da classe média confortável na alienação. Votei na Marina no primeiro turno, mas dizia que se desse Aécio com Dilma no segundo, eu votaria nele. Bom, aí veio o segundo turno e, com ele, as inúmeras discussões nas redes sociais. Percebi que as pessoas que defendem o PT são muito mais esclarecidas e politizadas do que os tucanos/anti-PT de plantão, que, muitas das vezes, caem em argumentação vazia e cheia de preconceito e ódio. Passei de Aécio para o voto nulo. E agora, finalmente, do voto nulo para Dilma. Estou imensamente feliz e aliviada de ter me libertado desse ódio irracional ao PT que, claro, é um partido que tem, sim, muitos problemas, mas que ainda é muito melhor para a população do que o PSDB.
Acredito que essa racionalização ainda vá ocorrer com muita gente. Só espero que a tempo.
A desculpa mais esfarrapada que vi nessas eleições é para explicar o baixo número de votos de Aécio em Minas no primeiro turno. Afinal, Marina foi cobrada por jornalistas por não vencer nem no estado, o Acre (no final, ela acabou tendo o maior número de votos por lá). E é só ver o imenso peso que Eduardo Campos tem em Pernambuco (o único estado do Nordeste onde Dilma não ganhou).
No entanto é formidável: Aécio foi governador de Minas entre 2003 e 2010. Foi eleito senador pelo estado. Tem toda a mídia mineira tradicional a favor. Qual a desculpa para que a população do estado não vote nele? Os correios! Foi o correio “corrupto” que não entregou os santinhos. Porque o cidadão precisa muito ser lembrado que um ex-governador concorre à Presidência da República.
Quando derrotar alguém é mais essencial que a vitória de um grupo (ou “projeto”, como preferem), a história raramente termina bem. Uma possível vitória do PSDB teria o sabor amargo da de Collor em 1989. Não veríamos comemoração alguma. Apenas a comemoração de derrotar o inimigo, mas não uma festa por ter vencido. Porque, como sabemos, se o PSDB voltar, não haverá vencedores.
Contudo, passado o susto do início do segundo turno, creio que não volta. Não pode voltar.
*Lola Aranovich é Professora da Universidade Federal do Ceará e cronista de cinema


Bahia terá mais um dígito no celular

A Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações, informou que até dezembro do próximo ano os usuários da telefonia móvel na Bahia terão que acrescentar um dígito para fazer as ligações.

Com a mudança, o dígito 9 será acrescentado à esquerda dos atuais números de celular de todas as operadoras. O novo dígito deve ser acrescentado pelos usuários de telefone fixo e móvel que ligarem para móveis na Bahia.
De acordo com o assessor técnico da Anatel José Mauro Castro, a mudança será feita para aumentar a quantidade de números disponíveis para atender a demanda da telefonia móvel.


O aumento de um dígito para ligação já ocorreu no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Segundo a Anatel, os usuários não precisam se preocupar porque que serão informados quando a mudança começar.


SINDICACAU TEM NOVA DIRETORIA

Reeleita com 98% dos votos, a nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação de Ilhéus, Itabuna e Região (Sindicacau) já tomou posse para mandato de três anos. Luiz Fernandes Pereira foi reconduzido à direção da entidade.

Para Fernandes, o aval que os trabalhadores deram à permanência da diretoria evidencia o importante papel da entidade na defesa dos interesses de seus filiados. O dirigente destaca, dentre os ganhos do último mandato, a manutenção dos ganhos salariais acima da média nacional, garantindo a reposição da inflação e ganhos reais, o aumento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a ampliação de benefícios como cesta básica.


O Sindicacau representa os trabalhadores das indústrias moageiras Cargill Agrícola, Joanes, Inaceres, Chocolate Caseiro Ilhéus e Barry Callebaut em Ilhéus e Itabuna.

Fonte: Pimenta na Muqueca

Integrantes da diretoria do Sindicacau (Foto Divulgação).

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

"Votei em Lula e Dilma e não me arrependo", diz Joaquim Barbosa

Joaquim Barbosa, relator do mensalão, diz que Brasil evoluiu sob as gestões de Lula e Dilma e critica a imprensa brasileira: "imprensa e empresariado brasileiro estão nas mãos de pessoas brancas e conservadoras"

O “dia mais chocante” da vida de Joaquim Benedito Barbosa Gomes, 57, segundo ele mesmo, foi 7 de maio de 2003, quando entrou no Palácio do Planalto para ser indicado ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A ocasião era especial: ele seria o primeiro negro a ser nomeado para o tribunal.
joaquim barbosa dilma lula
O ministro Joaquim Barbosa em seu gabinete no STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília
“Eu já cheguei na presença de José Dirceu [então ministro da Casa Civil], José Genoino [então presidente do PT], aquela turma toda, para o anúncio oficial. Sempre tive vida reservada. Vi aquele mar de câmeras, flashes…”, relembrava ele em seu gabinete na terça-feira, 2.

A importância de Frei Betto

Barbosa diz que foi Frei Betto, que o conhecia por terem participado do conselho de ONGs, que fez seu currículo “andar” no governo.
Leia também
“Eu passava temporada na Universidade da Califórnia, Los Angeles. Encontrei Frei Betto casualmente nas férias, no Brasil. Trocamos cartões. Um belo dia, recebo e-mail me convidando para uma conversa com [o então ministro da Justiça] Márcio Thomaz Bastos em Brasília.” Guarda a mensagem até hoje.
“Vi o Lula pela primeira vez no dia do anúncio da minha posse. Não falei antes, nem por telefone. Nunca, nunca.”
Por pouco, não faltou à própria cerimônia. “Veja como esse pessoal é atrapalhado: eles perderam o meu telefone [gargalhadas].”
Dias antes, tinha sido entrevistado por Thomaz Bastos. “E desapareci, na moita.” Isso para evitar bombardeio de candidatos à mesma vaga.
“Na hora de me chamar para ir ao Planalto, não tinham o meu contato.” Uma amiga do governo conseguiu encontrá-lo. “Corre que os caras vão fazer o seu anúncio hoje!”
Depois, continuou distante de Lula. Não foi procurado nem mesmo nos momentos cruciais do mensalão. “Nunca, nem pelo Lula nem pela [presidente] Dilma [Rousseff]. Isso é importante. Porque a tradição no Brasil é a pressão. Mas eu também não dou espaço, né?”
O ministro votou em Leonel Brizola (PDT) para presidente no primeiro turno da eleição de 1989. E depois em Lula, contra Collor. Votou em Lula de novo em 2002.
“Vou te confidenciar uma coisa, que o Lula talvez não saiba: devo ter sido um dos primeiros brasileiros a falar no exterior, em Los Angeles, do que viria a ser o governo dele. Havia pânico. Num seminário, desmistifiquei: ‘Lula é um democrata, de um partido estabelecido. As credenciais democráticas dele são perfeitas’.”
O escândalo do mensalão não influenciou seu voto: em 2006, já como relator do processo, escolheu novamente o candidato Lula, que concorria à reeleição.
“Eu não me arrependo dos votos, não. As mudanças e avanços no Brasil nos últimos dez anos são inegáveis. Em 2010, votei na Dilma.”

DE LADO

No plenário do STF, a situação muda. Barbosa diz que “um magistrado tem deveres a cumprir” e que a sociedade espera do juiz “imparcialidade e equidistância em relação a grupos e organizações”.
Sua trajetória ajuda. “Nunca fiz política. Estudei direito na Universidade de Brasília de 75 a 82, na época do regime militar. Havia movimentos significativos. Mas estive à parte. Sempre entendi que filiação partidária ou a grupos, movimentos, só serve para tirar a sua liberdade de dizer o que pensa.”

VENCEDOR E VENCIDO

Barbosa gosta de dizer que não tem “agenda”. Em 2007, relatou processo contra Paulo Maluf (PP-SP). Delfim Netto não era encontrado para depor como testemunha. Barbosa propôs que o processo continuasse. Foi voto vencido no STF. O caso prescreveu.
No mesmo ano, relatou processo em que o deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) era acusado de tentativa de homicídio. O réu renunciou ao mandato e perdeu o foro privilegiado. Barbosa defendeu que fosse julgado mesmo assim. Foi voto vencido no STF.
Em 2009, como relator do mensalão do PSDB, propôs que a corte acolhesse denúncia contra o ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo. Quase foi voto vencido no STF –ganhou por 5 a 3, com três ministros ausentes.
Dois anos antes, relator do mensalão do PT, propôs que a corte acolhesse denúncia contra José Dirceu e outros 37 réus. Ganhou por 9 a 1.

NOVELA RACISTA

Barbosa já disse que a imprensa “nunca deu bola para o mensalão mineiro”, ao contrário do que faz com o do PT. “São dois pesos e duas medidas”, afirma.
A exposição na mídia não o impede de fazer críticas até mais ácidas.
“A imprensa brasileira é toda ela branca, conservadora. O empresariado, idem”, diz. “Todas as engrenagens de comando no Brasil estão nas mãos de pessoas brancas e conservadoras.”
O racismo se manifesta em “piadas, agressões mesmo”. “O Brasil ainda não é politicamente correto. Uma pessoa com o mínimo de sensibilidade liga a TV e vê o racismo estampado aí nas novelas.”
Já discutiu com vários colegas do STF. Mas diz que polêmicas “são muito menos reportadas, e meio que abafadas, quando se trata de brigas entre ministros brancos”.
“O racismo parte da premissa de que alguém é superior. O negro é sempre inferior. E dessa pessoa não se admite sequer que ela abra a boca. ‘Ele é maluco, é um briguento’. No meu caso, como não sou de abaixar a crista em hipótese alguma…”
Barbosa, que já escreveu um livro sobre ações afirmativas nos EUA, diz que o racismo apareceu em sua “infância, adolescência, na maturidade e aparece agora”.
Há 30 anos, já formado em direito e trabalhando no Itamaraty como oficial de chancelaria –chegou a passar temporada na embaixada da Finlândia–, prestou concurso para diplomata. Passou. Foi barrado na entrevista.

DE IGUAL PARA IGUAL

É o primeiro filho dos oito que o pai, Joaquim, e a mãe, Benedita, tiveram (por isso se chama Joaquim Benedito).
Em Paracatu, no interior de Minas, “Joca” teve uma infância “de pobre do interior, com área verde para brincar, muito rio para nadar, muita diversão”. Era tímido e fechado.
A mãe era dona de casa. O pai era pedreiro. “Mas ele era aquele cara que não se submetia. Tinha temperamento duro, falava de igual para igual com os patrões. Tanto é que veio trabalhar em Brasília, na construção, mas se desentendeu com o chefe e foi embora”, lembra Joaquim.
O pai vendeu a casa em que morava com a família e comprou um caminhão. Chegou a ter 15 empregados no boom econômico dos anos 70. “E levava a garotada para trabalhar.” Entre eles, o próprio Joaquim, então com 10 anos.

RUMO A BRASÍLIA

No começo da década, Barbosa se mudou para a casa de uma tia na cidade do Gama, no entorno de Brasília.
Cursou direito, trabalhou na composição gráfica de jornais, no Itamaraty. Ingressou por concurso no Ministério Público Federal.
Tirou licenças para fazer doutorado na Universidade de Paris-II. E passou períodos em universidades dos EUA como acadêmico visitante. Fala francês, inglês e alemão.
Hoje, Barbosa fica a maior parte do tempo em Brasília, onde moram a mãe, os sete irmãos e os sobrinhos. O pai já morreu. Benedita é evangélica e “superpopular”. Em seu aniversário de 76 anos, juntou mais de 500 pessoas.
O ministro tem também um apartamento no Leblon, no Rio, cidade onde vive seu único filho, Felipe, 26. Se separou há pouco de uma companheira depois de 12 anos de relacionamento.

DEVER

Nega que tenha certa aversão por advogados. E nega também que tenha prazer em condenar, sem qualquer tipo de piedade em relação à pessoa que perderá a liberdade.
“É uma decisão muito dura. Mas é também um dever.”
“O problema é que no Brasil não se condena”, diz. “Estou no tribunal há sete anos, e esta é a segunda vez que temos que condenar. Então esse ato, para mim e para boa parte dos ministros do STF, ainda é muito recente.”
Diante de centenas de grandes escândalos de corrupção no Brasil, e de só o mensalão do PT ter chegado ao final, é possível desconfiar que a máquina de investigação e punição só funcionou para este caso e agora será novamente desligada?
“Não acredito”, diz Barbosa. “Haverá uma vigilância e uma cobrança maior do Supremo. Este julgamento tem potencial para proporcionar mudanças de cultura, política, jurídica. Alguma mudança certamente virá.”

MEQUETREFE

O caso Collor, por exemplo, em que centenas de empresas foram acusadas de pagar propina para o tesoureiro do ex-presidente, chegou “desidratado” ao STF, diz o ministro. “Tinha um ex-presidente fora do jogo completamente. E, além dele, o quê? O PC, que era um mequetrefe.”
O país estava “mais próximo do período da ditadura” e o Ministério Público tinha recém-conquistado autonomia, com a Constituição de 1988. Até 2001, parlamentares só eram processados no STF quando a Câmara autorizava. “Tudo é paulatino. Mas vivemos hoje num país diferente.”

PONTO FINAL

Desde o começo do julgamento do mensalão, o ministro usa um escapulário pendurado no pescoço. “Presente de uma amiga”, afirma.
Depois de flagrado cochilando nas primeiras sessões, passou a tomar guaraná em pó no começo da tarde.
Diz que não gosta de ser tratado como “herói” do julgamento. “Isso aí é consequência da falta de referências positivas no país. Daí a necessidade de se encontrar um herói. Mesmo que seja um anti-herói, como eu.”
Mônica Bérgamo, Folha

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

PSDB jamais colocou os pobres no orçamento, diz Dilma

15210180789_d4a86da713_z
“O Brasil tem 202 milhões de habitantes, políticas que fazem a diferença têm que ser compatíveis com esse número”, diz Dilma, ao criticar os programas restritos dos tempos tucanos
O PT e o PSDB, os dois últimos partidos que elegeram presidentes da República, vão disputar o segundo turno para comparar práticas passadas e propostas de governo. Essa foi a avaliação da presidenta Dilma Rousseff, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (6) à noite, no Palácio da Alvorada.
Enquanto o governo do PT promoveu inclusão social e redução da desigualdade, a candidata à reeleição lembrou que, no período dos tucanos, o País quebrou três vezes, as taxas de juros eram altas, e o governo jamais colocou os pobres no orçamento federal.
“Todas as políticas sociais foram restritas, feitas para poucas pessoas. O Brasil tem 202 milhões de habitantes, políticas que fazem a diferença têm que ser compatíveis com esse número de habitantes”, considerou.
Foto: Arquivo
Enquanto os governos do PT fizeram o Pronatec, na gestão de FHC, PSDB fez uma lei que proibia o governo federal de construir escolas técnicas
Dilma citou como exemplo as oito milhões de matrículas do Pronatec, programa de cursos profissionalizantes bancados pelo governo, nos últimos quatro anos. Na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, foi aprovada e sancionada lei que proibia o governo federal de construir escolas técnicas.
O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego foi criado, em 2011, para ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica. A proposta de Dilma para o segundo mandato é a de oferecer mais 12 milhões de matrículas.
Ao ser perguntada sobre a situação econômica do País, a presidenta lembrou dos “monstros do passado” presentes nos governos tucanos. Dilma lembrou que na época do Armínio Fraga, cotado para voltar ao ministério da Fazenda pelo candidato tucano Aécio Neves, a inflação e as taxas de juros eram muito altas.
“No Brasil que recebemos dele (FHC), mais da metade da população era composta de pobres e miseráveis. Hoje, o País está diferente. De cada quatro brasileiros, três estão na classe média, majoritariamente ou acima, nas classes A e B”, informou.
Dilma retoma a agenda de campanha nesta terça-feira (7), em Brasília, onde se reunirá com governadores e senadores eleitos no primeiro turno pela coligação “Com a Força do Povo”, encabeçada pelo PT.
Por Rodrigo Vasconcelos, da Agência PT de Notícias


Empresários enviam carta para Wagner solicitando ingresso da Bahia no Horário de Verão

Empresários enviam carta para Wagner solicitando ingresso da Bahia no Horário de Verão
Carlos Gilberto presidénte da FIEB
Os presidentes das Federações da Agricultura, do comércio e das Indústrias do Estado da Bahia enviaram uma carta ao governador Jaques Wagner (PT) em que solicitam a entrada do estado no Horário Brasileiro de Verão, em vigor a partir do dia 19 de outubro. Os principais argumentos dos empresários foram a sincronia econômica, segurança, turismo e lazer, comércio e serviços e segurança energética, pois a Bahia precisaria estar "mais interligada às economias do Sul e do Sudeste que às da Região Nordeste". De acordo com a carta, é importante a sincronia de horário com os estados "mais desenvolvidos", onde estão os compradores dos produtos baianos e os fornecedores. "A Bahia responde por 58% das exportações da Região Nordeste (2013) e tem mais semelhanças com as economias do Sul e Sudeste. Inclusive pelo fato de que as operações comerciais internacionais e de fechamento de câmbio seguem o horário de Brasília", diz um trecho do documento. Datada do dia 1º de outubro, os empresários ainda não tiveram uma de Wagner à sua carta. Veja aqui, na íntegra.

Informações Bahia Noticias